Prof. Saul Sastre – Diretor de Administração e Finanças do Daer
Doutorando em Administração
Saiu nas revistas Neewsweek e Fortune a matéria sobre o livro QS – Inteligência Espiritual, já traduzido para o Português e em outros 26 idiomas, da física e filósofa americana Dana Zohar. O livro aborda o tema polêmico da existência de uma terceira inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, tornando-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Até então, a partir do século 20 conhecíamos somente o QI (Inteligência Intelectual), que mede nosso saber. Na década de 90 a descoberta da segunda inteligência, a inteligência emocional mostrou que não bastava ser um gênio se não souber lidar com as emoções e agora aparece à terceira inteligência, a inteligência espiritual, que mede nossa alma, nos dando uma missão de vida e valores morais. É o termômetro que nos mostra o caminho para uma vida mais rica e mais cheia de sentido.
A inteligência espiritual anda em baixa na sociedade moderna. Para uma significativa parcela de pessoas, a vida espiritual perdeu o sentido e os deuses de hoje não ficam mais em altares, mas em prateleiras e vitrines, são bolsas, carros, motos, marcas de grife, sapatos, celulares e tudo o que o desejo pode alcançar. Trabalhamos a mais e pensamos nesses “deuses” o dia todo, mesmo que muitas vezes não tenha sentido, deixando um imenso vazio no final.
Costumo sempre dizer que as pessoas de sucesso são aquelas com a capacidade de planejar o futuro, talvez agora com essa nova inteligência, poderei completar a frase, dizendo que as pessoas de sucesso são aquelas com VISÃO de futuro, MISSÃO de vida e fortes VALORES morais, como assim dita o planejamento estratégico.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo;
2. São levadas por valores. São idealistas;
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade;
4. São holísticas;
5. Celebram a diversidade;
6. Têm independência;
7. Perguntam sempre “por quê?”;
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo;
9. Têm espontaneidade;
10.Têm compaixão

