Texto por | Denise de Oliveira | Fotos Divulgação
As horas voam, corremos muito e sempre estamos sem tempo, principalmente para o nosso próximo. Na contramão dessa tendência estão os estudantes da Escola Cristã de Ensino Fundamental Jerusalém, em Gravataí, a partir do desenvolvimento de projetos que estimulam a empatia e a solidariedade. Cada turma fica responsável por um projeto específico, que exige ampla pesquisa, raciocínio, relação com a prática e, por fim, o registro dos levantamentos obtidos. Tudo, porém, deve trazer benefícios diretos para a comunidade a que pertence à instituição.
Entre os muitos projetos colocados em prática está o Acolher do 6º ano. Com o auxílio de uma Ong, eles descobriram situações de abandono, vínculo afetivo e sobre o processo de adoção de animais de rua. Conforme a diretora Sara Ximenes, o envolvimento dos alunos começou com a participação em feiras, que acabou resultando na adoção de alguns animais pela escola. “Aqui, o grupo tinha a incumbência de alimentá-los, acompanhar calendário de vacinas e o seu desenvolvimento. Uma das cachorras estava prenha e vivenciaram a chegada dos filhotes. Eles eram cuidadosos, responsáveis e sensíveis as mais diversas necessidades dos cachorros”, explicou.
“Marca: qual é a sua?” é o título do projeto de responsabilidade do 7º ano, que teve como ponto de partida uma visita técnica ao Rio Gravataí para avaliar as condições da água. Após essa tomada de consciência, foram elaborados materiais gráficos, que culminou com uma panfletagem no comércio e residências próximas do colégio. A ação incluiu orientações sobre o consumo racional da água e sobre a importância de garantir boas condições ao meio ambiente.
O 8º ano conquistou a excelência do projeto intitulado “Alimentação saudável: sou o que como”. Os estudantes, divididos em pequenos grupos, ficaram responsáveis por pesquisar os mais diversos transtornos alimentares, principalmente aqueles que colocam a saúde em risco, tais como anorexia, bulimia, vigorexia, dente outros. Os resultados foram transformados em um importante seminário para a comunidade.
Os jovens do 9º ano ficaram responsáveis por levar um alento aos enfermos à beira da morte. O “Estudantes da alegria” têm como objetivo angariar doações diversas aos mais necessitados, além de incluir periódicas visitas às crianças vítimas de câncer para que contem suas histórias de superação da doença. “A importância da família nesse processo também será enfatizado ao longo do projeto, que ainda está em fase inicial”, lembrou a coordenadora pedagógica Simone Notti.
A valorização das pessoas mais velhas como detentoras de sabedoria foram algumas das descobertas das turmas do 4º e 5º anos a partir do projeto “Meus avós são um barato”. Conforme a diretora, eles visitaram asilos, observaram de perto a rotina dos avós e muita pesquisa. Ao final, realizaram exposição e homenagens aos idosos da família.
Mas, estimular o senso crítico e atuante é prioridade na escola. Seguidamente, os estudantes são convidados a circular pelas ruas próximas e a observar a infraestrutura como um todo. “Aprendem a olhar e vislumbrar o próximo e a questionar o que é possível fazer para ajudar e melhorar a vida da comunidade local”, relata Sara.

