CineSolar chega a Gravataí com cinema gratuito movido a energia solar
Na próxima terça-feira (4), Gravataí recebe a sessão do CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, a partir das 18h30. A apresentação ocorrerá na Quadra da Escola Municipal Nova Conquista, no Rincão da Madalena, e terá atividades para todas as idades. A entrada é gratuita e os filmes contam com recursos de acessibilidade. Haverá distribuição de pipoca para os participantes.
Na telona, serão exibidos curtas-metragens ambientais e o filme nacional “Saneamento Básico, o Filme”. O evento também oferece experiências educativas, combinando ciência, tecnologia e sustentabilidade.
O CineSolar utiliza um furgão adaptado com placas fotovoltaicas no teto, que funciona como uma estação móvel de ciências, arte e cultura de paz. O veículo carrega todo o cinema, incluindo cadeiras, banquetas, equipamentos de som e projeção, além da própria tela. O espaço ainda conta com luzes coloridas, decoração feita com material reciclado e objetos interativos, como laser e bola de plasma, que ensinam, de forma lúdica, como a luz solar se transforma em energia elétrica.
A 9ª edição do CineSolar é viabilizada pela Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais, com patrocínio do Grupo CPFL Energia, apoio do Instituto CPFL e da Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria de Educação. A realização é da Brazucah Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Em 2025, o CineSolar e o CineSolarzinho, que integram a frente Circuito CPFL, já passaram por diversas cidades do país. De 14 de outubro a 30 de novembro, o projeto estará em 35 municípios do sul, nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Além das sessões presenciais, algumas cidades recebem a Oficinema Solar on-line, oficina que introduz estudantes ao audiovisual e à técnica de animação em stop motion. Em Gravataí, a oficina foi realizada com alunos da EMEF Nova Conquista.
Cynthia Alario, idealizadora do CineSolar, afirma que o projeto busca democratizar o acesso à cultura e promover consciência ambiental. “Viver essa sessão significa mais do que assistir a filmes, é sobre conectar pessoas, histórias e sonhos. Apenas 9% das cidades brasileiras têm cinema, e quando têm, o acesso nem sempre é fácil”, ressaltou.
Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL, destaca que o projeto combina entretenimento e educação. “As atividades do CineSolar democratizam o acesso à cultura e despertam a consciência para um desenvolvimento mais sustentável”, afirmou.

