Cachoeirinha lança projeto que transforma materiais recicláveis em recursos para escolas e entidades
Cachoeirinha lançou, nesta sexta-feira (16), o projeto Pit Stop da Reciclagem, que transforma materiais recicláveis em recursos financeiros para escolas e entidades do município. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Inovação, Tecnologia, Qualificação e Novos Projetos (SMIT), em parceria com a startup Ciclo, e começa com seis escolas e cinco entidades, em uma etapa de testes com duração de três meses.
O projeto busca incentivar a separação e a destinação correta de materiais como plástico, papel, papelão, alumínio, garrafas PET e pequenos eletrônicos. Os resíduos serão coletados, pesados e registrados, e os valores gerados serão vinculados ao CNPJ de cada instituição participante. Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de materiais, em pequenos reparos, melhorias na estrutura e atividades educativas.
Aplicativo acompanha resultados ambientais e financeiros
A iniciativa utiliza o aplicativo Atitude Ciclo para monitorar os resultados da coleta. A ferramenta permitirá acompanhar a quantidade de resíduos recolhidos, os recursos financeiros gerados e indicadores ambientais, como estimativas de emissões de dióxido de carbono (CO₂) evitadas, energia economizada e água preservada.
Os dados serão utilizados para avaliar os resultados da primeira etapa e orientar possíveis mudanças ou a ampliação do projeto para outras instituições. A proposta também envolve estudantes, professores, famílias e comunidades na separação dos materiais e no acompanhamento dos resultados.
Durante o lançamento, a prefeita Jussara Caçapava destacou a importância da iniciativa para a conscientização ambiental.
“Esse projeto leva a educação ambiental para a prática, envolve nossas crianças, famílias e entidades e mostra que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações”, afirmou.
A secretária municipal de Inovação, Tecnologia, Qualificação e Novos Projetos, Sueme Pompeo de Mattos, ressaltou o uso da tecnologia para acompanhar os resultados e demonstrar como os resíduos podem gerar benefícios para as instituições.
“Estamos mostrando às nossas crianças e à comunidade que aquilo que antes era descartado pode se transformar em oportunidade e recurso para as próprias instituições”, destacou.
Projeto começa com 11 instituições
A primeira etapa do Pit Stop da Reciclagem será uma Prova de Conceito (POC), com duração de três meses. Nesse período, seis escolas e cinco entidades participarão da iniciativa. Ao final, será elaborado um relatório com os resultados ambientais, sociais e financeiros, que servirá de base para avaliar a continuidade e a possível ampliação do projeto.
Participam desta etapa as escolas EMEI Beija-Flor, Escola Jardim do Bosque, Escola Getúlio Vargas, Escola Presidente Kennedy, Escola Guimarães Rosa e EMEI Criança Feliz.
Entre as entidades estão o Rotary Club de Cachoeirinha, a Associação de Pais e Amigos dos Autistas, a APAE Cachoeirinha, o Lar Nossa Senhora Aparecida e o Rotary Industrial de Cachoeirinha.
Instituições interessadas em participar de futuras etapas poderão manifestar interesse junto à SMIT.
Cachoeirinha formaliza primeira Prova de Conceito com base na Lei Municipal de Inovação
O lançamento do projeto também marcou a formalização da primeira Prova de Conceito do município com base na Lei Municipal de Inovação nº 5.567/2026. A prefeita Jussara Caçapava assinou o documento que oficializa o início dos testes, desenvolvidos pela SMIT em parceria com a startup Ciclo.
A legislação institui a Política Municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, com diretrizes para estimular o desenvolvimento tecnológico e a cooperação entre o poder público e o setor produtivo. Entre os instrumentos previstos estão o Programa Municipal de Incentivo à Inovação, Ciência e Tecnologia, o Sandbox Regulatório, o Conselho Municipal de Inovação e o Fundo Municipal de Inovação e Tecnologia.
Com a formalização da POC, a Prefeitura poderá testar soluções tecnológicas em situações reais, acompanhar indicadores e avaliar resultados antes de decidir sobre a continuidade ou a adoção das iniciativas em maior escala.
Segundo Sueme Pompeo de Mattos, a nova legislação estabelece condições para o desenvolvimento e a avaliação de soluções inovadoras no município.
“A Lei Municipal de Inovação foi construída justamente para criar oportunidades e dar segurança jurídica ao desenvolvimento de novas soluções. Hoje começamos a colocar essa política em prática com nossa primeira POC oficial. Queremos abrir as portas da Prefeitura para startups, universidades e empresas que tenham tecnologias capazes de contribuir com os desafios da nossa cidade. Nosso compromisso é testar, levantar dados, mensurar resultados e construir projetos consistentes, que também possam atrair parcerias, investimentos e recursos para Cachoeirinha”, afirmou.
